Dados clínicos
| Idade | 3 anos e 10 meses |
| Sexo | Masculino |
| Peso | 12 kg |
| Diagnóstico | CIA ostium secundum (9,5 mm) + CIV muscular apical (6 mm) com hipertensão pulmonar limítrofe |
| Medicações | Furosemida, espironolactona, captopril, hidroclorotiazida, sildenafil (treat and repair) |
Jornada diagnóstica
- Ecocardiograma seriado — CIA 9,5 mm e CIV apical 6 mm; PSAP 55 → 58 → 48 mmHg após otimização clínica.
- Cateterismo diagnóstico (ago/2025) — elevação adicional de PSAP pós-infecção respiratória; início do treat and repair.
- Otimização clínica — sildenafil + diuréticos em doses otimizadas.
- Reavaliação invasiva (out/2025) — PSAP 49 mmHg / PAS 78 mmHg (63%), critérios para fechamento.
Ponto de atenção para o encaminhador
Em cardiopatias congênitas com hipertensão pulmonar limítrofe, o tratamento clínico otimizado antes do fechamento pode ser decisivo. Elevação aguda da PSAP por infecção respiratória deve ser considerada antes de decisões definitivas.
Critérios de indicação para fechamento
| Critério | Paciente | Atendido |
|---|---|---|
| Qp/Qs > 1,5 | Shunt significativo (CIA + CIV) | Sim |
| PSAP < 50% PAS | 49/78 mmHg = 63% | Sim |
| Resposta a vasodilatador | Queda de 58 → 48–49 mmHg | Sim |
Descrição do procedimento
Realizado com anestesia pediátrica e ecocardiograma transtorácico intra-procedimento contínuo (12 kg — evitando ETE).
Fechamento da CIV muscular apical
Fechamento da CIA ostium secundum
Resultado final
Lições do caso
- Hipertensão pulmonar limítrofe é janela terapêutica — treat and repair pode converter inoperável em candidato.
- Infecção respiratória pode elevar transitoriamente a PSAP — reavaliar após convalescença.
- Abordagem percutânea evita CEC em paciente com reserva pulmonar limítrofe.